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Dr. José Eid é formado pela Universidade Sul Fluminense de Medicina RJ; CRM SP 43653 TEOT 3151, com especialização em Cirurgia do Joelho pela Santa Casa de São Paulo; Presidente da Sociedade Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque 2001-2003 e 2009-2010; Secretário Geral da ISMST- International Society for Medical Shockwave Treatment - 2015 2021; Presidente da ONLAT Federacion Iberoamericana de Sociedades e Associaciones de Ondas de Choque en Medicina 2015-2017 com especializações em Cirurgia - Ortopedia; Cirurgia do Joelho; Artroscopia, Reconstrução e Artroplastia Total do Joelho.
Com a
pandemia houve adequações em vários segmentos da saúde e na área de ortopedia
não foi diferente. Foi com base nesta perspectiva que eu entrevistei o
Ortopedista e Secretário Internacional de Ondas de Choque, Dr. José Eid.
Segue abaixo as máquinas de ondas de choque e a entrevista!

Como
e onde surgiram os tratamentos a base de ondas de choque?
Dr. José
Eid - As ondas de choque
surgiram na Alemanha, de maneira acidental. Uma empresa alemã situada ao
redor de Munique e que produzia aviões, chamada Dornier, criou um
laboratório para estudar a deformação da fuselagem dos aviões produzida pelo
ar, areia e vento quando em atrito com a fuselagem.
- Um engenheiro
da empresa alemã recebeu inadvertidamente uma onda de choque durante o teste de
deformação da fuselagem, e a partir daí e com o apoio do governo alemão foram
realizadas pesquisas para aplicar as ondas na área médica, e a 1ª. Aplicação
foi realizada na área de urologia para a desintegração de cálculos renais,
conhecida como pedra nos rins.
O
que são as ondas de choque na ortopedia?
Dr. José Eid - As
ondas de choque podem ser definidas como uma onda mecânica, ou acústica, e tem
um efeito de reparação e regeneração dos tecidos lesionados, diferentemente do
que se pensava anteriormente, as ondas de choque têm efeito biológico, não se
trata de destruir um tecido, mas sim de estimular a reparação e regeneração de
tecidos ósseos e de partes moles como tendão e músculos.
Para
que servem as ondas de choque e qual a relevância que possuem?
Dr. José
Eid - A grande relevância do tratamento é por ser não invasivo,
seguro, eficaz e não é considerado doping. Na área de ortopedia e medicina
esportiva permite uma reabilitação muitas vezes mais rápida e de forma
segura.
As
ondas de choque funcionam como um tratamento paliativo ou principal, no combate
de doenças?
Dr. José
Eid - O efeito das ondas de choque é de regeneração e
cicatrização dos tecidos ósseos, tendões e músculos. As ondas de choque
estimulam a cicatrização de um tecido danificado, tendo um efeito direto sobre
o nosso organismo, portanto tem um efeito principal de regeneração.
Quais
as doenças que são tratadas a partir das ondas de choque e qual a eficácia?
Dr. José
Eid - Pacientes com patologias crônicas são os que possuem mais
benefícios com o tratamento por ondas de choque. Mais comumente tratamos o
esporão de calcâneo, a fascite plantar, tendinite do tendão de Aquiles,
cotovelo de tenista e calcificações no ombro. Importante salientar que estas
doenças tem aprovação do FDA para o tratamento por ondas de choque bem como
possui forte evidencia cientifica dentro da medicina.
- Dentro da
área da Ortopedia, as ondas de choque têm sua principal indicação nas falhas
ósseas, como por exemplo, nas fraturas que não evoluíram dentro da normalidade,
ou seja, fraturas que não cicatrizaram.
- Neste
exemplo, as ondas de choque é uma alternativa eficaz a um procedimento
cirúrgico, com custo-benefício a favor das ondas de choque comparado à cirurgia
convencional.
Quais
têm sido os resultados dos tratamentos a base de ondas de choque na pandemia?
Dr.
José Eid - As ondas de choque são um tratamento eficaz, seguro e
com robusta evidência cientifica nos dias atuais. Na grande maioria das vezes
podemos realizar o tratamento nos consultórios com aparelhos modernos geradores
das ondas de choque, de origem suíça e alemã normalmente.
- Alguns
pacientes necessitam de realizar o tratamento em ambiente hospitalar, embora a
grande maioria dos pacientes possam ser submetidos ao tratamento a nível extra-hospital.
- O grande
benefício neste momento de pandemia é a segurança do tratamento associado à
eficácia, é uma ferramenta importante para o ortopedista, trazendo uma
alternativa ao tratamento cirúrgico, o qual necessita internação, anestesia e a
própria cirurgia invasiva, evitando inclusive as complicações cirúrgicas
eventuais que podem ocorrer e que são inerentes ao próprio procedimento
cirúrgico.
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