Apesar da crise no setor aéreo por conta da pandemia de Covid-19, a Azul anunciou a intenção de comprar 220 novos aviões elétricos da alemã Lilium. Os equipamentos devem entrar na malha de aeronaves da companhia a partir de 2025, com a promessa de conectar centros econômicos, regiões metropolitanas, aeroportos e até mesmo condomínios residenciais.
As
novas aeronaves são do tipo eVTOL, sigla para electric vertical take-off
and landing. Isso significa que os novos aviões da Lilium têm capacidade para
pousar e decolar verticalmente como helicópteros, o que dispensaria a
necessidade de aeroportos e pistas quilométricas como nos jatos tradicionais. O
presidente da Azul, John Rodgerson, afirmou ao Valor que
a intenção é criar um novo segmento na companhia aérea com os novos eVTOL da
Lilium, com voos mais curtos e conectando centros econômicos, regiões
metropolitanas cidades turísticas, condomínios residenciais e aeroportos. Pode
ser o Uber dos céus', afirmou o executivo ao jornal. As
rotas dos novos aviões elétricos da Azul De
antemão, a Azul avalia operar os novos eVTOL em rotas como Campinas-Santos, Campinas-Campos
do Jordão, São Paulo-São José dos Campos e Rio de Janeiro-Búzios.
Note que não há nenhuma rota mais longa, como a ponte aérea Rio-São Paulo; isso
porque as aeronaves da Lilium têm autonomia para até 240 km de distância, o que
restringe voos de maior duração. Ao
contrário de carros elétricos que demoram para recarregar, as
aeronaves da Lilium conseguem completar a autonomia completa com apenas 30
minutos no solo. A Azul deverá construir infraestrutura de abastecimento em
alguns helipontos e pequenos aeroportos onde irão operar com eVTOL. Os
investimentos da Azul para os aviões elétricos da Lilium terão valor total de
até US$ 1 bilhão. A companhia enxerga esse modelo como uma oportunidade para
reforçar os compromissos de governança ambiental, uma vez que os eVTOL voam com
emissão zero de carbono.




