Visivelmente cansado, Volodymyr Zelensky falou ao país, e também ao mundo que assiste à invasão russa, para fazer o balanço do primeiro dia de combates, que terminou com 137 mortos, entre militares e civis, e mais de 300 feridos.
O presidente diz que a Ucrânia foi "deixada sozinha" a combater a Rússia, denunciando ainda a presença de "grupos de sabotagem russos" em Kiev.

Não importa quantas
conversas tive com líderes estrangeiros, ouvi algumas coisas. A primeira é
que somos apoiados. Sou grato a cada um que nos ajuda concretamente, não
apenas com palavras. A segunda é que fomos deixados sozinhos a
defender o nosso país. Quem está pronto para lutar conosco? Honestamente, não
vejo.
Zelensky disse também que ele e a sua família são os principais alvos das forças invasoras russas.

De acordo
com a informação disponível, o inimigo marcou-me como o alvo número um e a
minha família como o alvo número dois. A Rússia quer destruir a Ucrânia
politicamente destruindo o chefe de Estado. Vou permanecer na sede do governo,
juntamente com o restante do gabinete", afirmou.
Na declaração ao país, Volodymyr Zelensky disse ainda que os membros da NATO "têm medo" de apoiar a adesão da Ucrânia à organização e que hoje mesmo questionou os líderes dos 27 sobre esta possibilidade, não tendo recebido resposta.

"Hoje
perguntei aos 27 líderes da Europa se a Ucrânia estará NATO, perguntei
diretamente. Todos têm medo, não respondem. Mas nós não temos medo,
não temos medo de nada", garantiu.
Nesta quinta-feira (24) o presidente ucraniano decretou a mobilização geral da população. O decreto foi assinado hoje e terá a duração de até 90 dias a partir da sua entrada em vigor.
As autoridades ucranianas avisaram também a população que os homens com idade entre os 18 e os 60 anos estão proibidos de deixar a Ucrânia ao abrigo da lei marcial.
(Conteúdo CNN Portugal)
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