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Jovens ucranianos se casam assim que a Rússia invadiu o país; agora, eles lutam pela liberdade

As pessoas aqui têm certeza absoluta de que venceremos, disse a recém-casada Yaryna Arieva

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Jovens ucranianos se casam assim que a Rússia invadiu o país; agora, eles lutam pela liberdade

Um jovem casal ucraniano se tornou um símbolo de amor e força para o país depois que decidiram se casar três meses antes do planejado, em maio, quando a Rússia começou a invadir sua terra natal.

 

Yaryna Arieva, uma mulher de 21 anos de idade, disse à Fox News Digital que ela e seu marido de 24 anos, Sviatoslav Fursin, decidiram se casar "nos primeiros dias da guerra" se Putin invadisse, mas eles não "acreditavam" que isso aconteceria.

 

Quando os ataques começaram, sua mãe ligou para os padres que ela conhecia na área e conseguiu um, para que pudessem se casar sem uma certidão de casamento oficial, o que é muito incomum na Ucrânia, mas o padre concordou devido às circunstâncias imprevistas.

Os dois dias mais difíceis da minha vida foram no início da guerra", disse Arieva, mas desde então ela e outros ucranianos se acostumaram com os sons de explosões e notícias de ataques na TV.

GUERRA RÚSSIA-UCRÂNIA

 

Arieva e Fursin juntaram-se às Forças de Defesa Territoriais da Ucrânia imediatamente após o casamento. O casal está sediado em Kiev, capital da Ucrânia e principal alvo do presidente russo Vladimir Putin, pois abriga o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy. Um comboio de veículos militares russos está parado do lado de fora da cidade há vários dias, enquanto Putin planeja uma aquisição do governo.

 

Enquanto isto, a Rússia tem como alvo a capital com ataques de mísseis. Arieva descreveu duas grandes explosões que atingiram a cidade na quarta-feira – uma que a acordou à 1:30h e iluminou seu quarto como se fosse dia. Ela não sai do abrigo há sete dias e disse que os civis que não estão lutando ativamente precisam de uma senha secreta para sair para sua própria proteção.

 

Seu marido estava em uma missão de combate com as Forças de Defesa Territoriais na quinta-feira quando ela falou com a emissora Fox. As forças estão na segunda linha, auxiliando as Forças Armadas da Ucrânia em seus esforços para repelir as forças militares russas, a partir de Kiev.

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Ele estava completamente, extremamente exausto após a última missão", disse Arieva. "[Ele] simplesmente não conseguia encontrar palavras normais para descrever o que ele quer e o que ele pensa, e foi horrível. Ele não dormiu por dois dias... mas está [no abrigo] por três dias, e teve a chance de descansar um pouco. Então, foi melhor para ele... quando foi levado para a próxima missão".

 

Ela acrescentou que Fursin é "o segundo comandante de seu grupo" de cerca de 15 soldados, apesar de não ter "muita experiência militar", porque "seu pai e seu sogro eram soldados, e eles lhe contaram algumas coisas".

Ele é muito, fisicamente, muito forte, adora esportes e tem algum conhecimento sobre armaduras, então foi um dos melhores em seu grupo", explicou Arieva.


Enquanto Kiev permanece intacta mesmo sendo bombardeada com ataques de mísseis, as cidades do sul estão lutando mais para combater os militares russos. Kherson, uma cidade estrategicamente importante localizada perto do Mar Negro, caiu na noite de quarta-feira para as forças russas, tornando-se a primeira grande cidade a cair desde que a Rússia lançou sua invasão à Ucrânia, na semana passada. Mas Arieva e Fursin estão otimistas com o futuro da Ucrânia.

As pessoas aqui têm certeza absoluta de que vamos vencer", disse ela. "É apenas uma questão de tempo. E, também, estamos rindo dos russos. Estamos fazendo piadas, contando anedotas - não apenas sobre os russos, mas sobre a situação", disse ela.

 

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Ela descreveu os russos como "muito agressivos" e "furiosos" com a forte oposição da Ucrânia. Arieva é vice-conselheira municipal do partido Solidariedade Europeia da Ucrânia, que expressou oposição a algumas das políticas de Zelenskyy e ao partido Servo do Povo, mas a mulher de 21 anos disse que pode superar essa oposição agora.

Tivemos muitas discussões políticas com... o partido do Servo do Povo, então não gostei muito de sua política, mas agora não tenho o direito de criticá-lo, e ele está fazendo o melhor que pode. Povo, ele está fazendo seu trabalho, e ele é realmente bom em fazer seu trabalho. Então não é hora para algumas intrigas políticas... e eu o apoio como presidente do meu país", afirma ela.

 

Em vez de passar a lua-de-mel nas Maldivas ou na Itália, quando a guerra acabar, Arieva quer fumar cigarros, terminar de reformar seu apartamento e "começar uma nova vida familiar" que seja "calma e feliz".

E talvez, algum dia, ter filhos aos 30 ou 35 anos, mas não agora, quando a Rússia ainda existe no mapa mundial", concluiu.

 

Conteúdo: Fox News Digital | Tradução: Helio de Carvalho

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