A
juíza Flávia de Macêdo Nolasco, da 9ª Vara Federal de Brasília, deu um
prazo de 72 horas para que o governo federal se manifeste sobre
o aumento do preço dos combustíveis anunciado na quinta-feira (10), pela
Petrobras, e que passou a valer nesta sexta (11).
A
ação civil pública foi ajuizada pelo Conselho Nacional do Transporte de Cargas
(CNTRC), Sindicatos dos Transportadores Autônomos de Cargas de Guarulhos e de
Jundiaí e pela Frente Parlamentar Mista do Caminhoneiro Autônomo e Celetista,
que reúne 235 deputados e 22 senadores.
O
despacho com o pedido de informações para que a Justiça Federal decida sobre a
liminar foi feito nesta sexta-feira. O prazo para que o governo e a Petrobras se
pronunciem termina na segunda-feira (14).
As
entidades pedem a suspensão imediata do reajuste nos combustíveis e gás de
cozinha:
18,8% de
aumento na gasolina
24,9% de
aumento no litro do diesel
16,1% de
aumento no gás de cozinha vendidos às distribuidoras
Aumento
provoca corrida aos postos
Nesta
sexta-feira, no Distrito Federal, o litro da gasolina era vendido a quase R$
8. Na quinta-feira (10), assim que soube do aumento, o brasiliense correu
para os postos de combustíveis para tentar pagar um pouco menos.
As
filas de carros para abastecer davam voltas. A cena se repetiu em várias
cidades do país.
Segundo
o presidente do Sindicombustíveis no DF, a diferença de preço para o mercado
internacional é de R$ 1,10 para a gasolina e de R$ 1,40 para
o diesel. Paulo Tavares diz que a Petrobras só repassou R$ 0,60 da
gasolina e R$ 0,90 do diesel.
Já
o gás de cozinha não passava por reajuste há 152 dias. Atualmente, o preço do
produto no país é de R$ 102,64 o botijão de 13 kg, em média, segundo
pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Conteúdo
G1
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