Tudo
começa com a queda de um meteoro em uma fazenda. É assim, de maneira lúdica,
que os organizadores explicam o conceito da Terra dos Dinos, novo parque dos
dinossauros com inauguração prevista para maio na cidade de Miguel Pereira, no
centro-sul fluminense, e expectativa de receber mais de 1 milhão de pessoas
anualmente.
Uma
reserva ambiental com área de quase 1,5 milhão de metros quadrados na região
conhecida como Vale do Café irá abrigar réplicas de mais de 40 espécies de
dinossauros. O maior deles, o Argentinossauro, chega a 13 metros de altura e 30
metros de comprimento. O megaprojeto é uma aposta da Prefeitura de Miguel
Pereira em parceria com os empresários Marcio Clare, investidor no ramo
imobiliário, e Sávio Neves, que é presidente do Trem do Corcovado e
vice-presidente da Associação Brasileira de Trens Turísticos.
Na
narrativa desenvolvida para o parque, os dinossauros ali expostos nascem do
contato entre o líquido de um meteoro que caiu na fazenda e ovos fossilizados
no local. Toda essa história será contada após a entrada, no decorrer de um
trajeto com cerca de 900 metros, onde estarão posicionadas as réplicas,
agrupadas de acordo com os períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo.

A
experiência começa ao chegar à entrada principal, na subida da serra pela
Estrada Miguel Pereira (RJ-125). De um lado, estarão as bilheterias. Do outro,
um estacionamento. A partir dali, veículos do parque irão transportar as
pessoas até o parque, em um percurso de aproximadamente três minutos rumo ao Mundo
dos Dinossauros. Outra opção é descer em uma tirolesa por cerca de 300 metros.
Nesse
ponto, os visitantes poderão escolher entrar no parque por meio de catracas ou
parar em uma lanchonete temática, experimentar hambúrgueres nomeados com
espécies de dinossauros e deixar as crianças brincarem em um parquinho
paleontológico. Até esse trecho, a visita pode ser gratuita. Para quem quiser
ter acesso a todo o circuito, o ingresso tem valor estimado em cerca de R$ 80,
com possibilidade de pacotes anuais e para estudantes. Os visitantes que não
possuem carro ou optarem por ir de ônibus para a Terra dos Dinos podem
contratar, também, um outro pacote que inclui a disponibilização de transporte
do próprio parque, com ponto de encontro próximo à rodoviária, na região
central da cidade. Segundo Clare, a proposta é oferecer mais que uma exposição:

A
ideia é criar conteúdo e ter outras atrações. Então, além do parque, tem a
tirolesa, a trilha suspensa, e as pessoas vão andar dentro da mata fechada, no
meio da floresta".
A
inspiração para o parque veio de visita do prefeito de Miguel Pereira, André
Português, às cidades de Gramado e Canela, no Rio Grande do Sul, onde há outro
parque com o tema.
Segundo
o empresário Marcio Clare, a expectativa é que, com a inauguração do parque,
sejam geradas aproximadamente 150 vagas de emprego. Atualmente, cerca de 200
funcionários atuam nas obras, que já estão na fase de ajustes da
infraestrutura.

Bichões
vão interagir com público, se mexendo e emitindo sons
Das
40 réplicas que integram o parque, cerca de 30 foram encomendadas por meio de
contrato com uma empresa da China. Os outros dez são obras artísticas
produzidas em fibra de vidro pelo escultor brasileiro Glauco Bernardi. As
atrações importadas foram recebidas há pouco mais de uma semana. As 30 peças
levaram mais de 40 dias em um navio e precisaram ser transportadas por sete
carretas até Miguel Pereira. As maiores precisam ser montadas. Outras já
chegaram prontas. A curiosidade das réplicas é o fato de serem animatrônicos,
ou seja, são semelhantes a robôs que vão interagir com o público movendo partes
do corpo e emitindo sons.
Todo
o conteúdo educativo oferecido no parque tem orientação de profissionais do
Museu Nacional e do diretor da instituição, o paleontólogo Alexander Kellner.
Em um dos ambientes do parque, estarão partes originais de dinossauros,
disponibilizadas pelo museu. Para Kellner, o projeto é uma inovação no estado:

O
diferencial é que o parque seja o mais científico possível, sem ser chato. É
uma ação de entretenimento com ciência. E a gente também ficou muito contente
que pudesse trazer espécies do Brasil".
O
local que sedia o parque é remanescente de uma antiga fazenda do século XVIII.
As ruínas compõem o cenário.
Conteúdo:
O Globo
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