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As
prioridades para o país nos próximos quatro anos serão definidas nas eleições
de outubro de 2022, quando adolescentes e adultos irão às urnas para eleger o
presidente da república, os governadores dos estados e os parlamentares para o
Congresso Nacional. Mas, apesar de não votarem, o que as crianças pensam sobre
as demandas do país e as propostas dos candidatos?
Com
essa pergunta em mente, nesta edição do Radinho programa produzido
pela Rádio BdF e transmitido pelo ED aqui no PRA GAROTADA, crianças de
comunidades ribeirinhas, quilombolas, favelas e grandes centros urbanos do país
foram ouvidas para entender, pelo ponto de vista delas, quais as prioridades
para o Brasil.

Se
eu fosse presidente eu ia melhorar o saneamento básico, reduzir o preço da
comida, da gasolina e de outras coisas importantes e ajudar as pessoas com
deficiência. Eu também faria programas para auxiliar quem tem fome, diz Gabriel de
Queiroz, que tem 11 anos e mora em Recife.
Alimentação,
controle de preços, saúde, educação, proteção ao meio ambiente e segurança são
demandas das crianças e responsabilidades dos nossos governantes. Depois de
eleitos, eles devem colocar em prática uma série de ações e projetos para melhorar
a vida das pessoas.

Eu
abaixaria os preços, construiria casas de tijolos para as pessoas e ajudaria as
crianças que vivem nas ruas. Eu também melhoraria os parquinhos, para que todos
pudessem brincar com segurança, diz Giovanna Fortunato, de 10 anos,
moradora da favela de Heliópolis, em São Paulo.
Locais
diferentes, demandas comuns
Apesar
de o Brasil ser uma nação de dimensões continentais, com muita diversidade,
grande parte problemas sociais, econômicos e ambientais se repetem em todas as
regiões do país. Nestes casos, é fundamental que haja ações dos governantes,
baseadas em leis, para contar as crises.
Entre
todos os desafios, os governantes devem ter um estreito compromisso com as
crianças. De acordo com a Constituição Federal do Brasil, meninos e meninas são
prioridades absolutas e deve ser levada em conta para qualquer decisão
política.
Mas
será que os candidatos estão preocupados com o bem-estar das crianças? Para
saber quais ideias eles estão propondo para o público infantil, é preciso verificar
o plano de governo de cada um. Neste documento, cada candidato apresenta as
ações que colocará em prática no seu governo, se for eleito.
Na
hora do voto
Votar
significa também fazer valer sua vontade e seus interesses. Por isso, as
eleições são consideradas um dos eventos mais importantes do regime político
vigente no Brasil: a democracia. Nela, são os cidadãos que escolhem, por meio
do voto, quem vai governar o país, o estado e, também, a cidade. Os candidatos
mais votados assumem o cargo e devem trabalhar pra melhorar a vida das pessoas.
Pela
legislação brasileira, o voto é obrigatório para quem tem mais de 18 anos e
sabe ler e escrever. Quem já completou 16, tem mais de 70 anos de idade ou não
é alfabetizado pode escolher votar ou não.

Uma
eleição, muitos cargos
Na
eleição de outubro, o eleitor brasileiro vai escolher o presidente da
república, o governador do estado onde vive e os deputados e senadores que o
representarão na Câmara e no Senado.
O
principal responsável pelas decisões políticas do Brasil é o presidente. Ele é
o responsável por defender os interesses do país frente a outras nações e por
cuidar e proteger o meio ambiente.
Atualmente
quem está nesse posto é o Jair Bolsonaro, que concorre à reeleição com outros
11 candidatos. Além dele, os mais bem colocados nas pesquisas eleitorais são o
Lula, que lidera o ranking, o Ciro Gomes e a Simone Tebet.
Mas
o presidente não governa um país sozinho: ele forma uma equipe de ministros,
secretários e a assessores, que vão trabalhar juntos para criar projetos para a
população. O eleito também manterá conversas constantes com senadores,
deputados e governadores.
Vale
atentar que cada um dos estados brasileiros tem um governador. Ele também é
responsável por cuidar das pessoas e do meio ambiente na sua região. Já os
senadores e os deputados são responsáveis por propor e aprovar as regras que
vão valer no país.
É
importante lembrar que os governantes eleitos não podem fazer tudo o que
quiserem. Eles também têm que seguir uma série de regras e leis, que ajudam a
garantir que a vontade do povo esteja acima dos interesses pessoais dele.

Pelas
eleições vemos que as pessoas têm opiniões diferentes. É fundamental que as
crianças percebam a vantagens de ter pessoas com pontos de vista diversos
buscando consensos. Elas têm a oportunidade de perceber que pelo debate
respeitoso é possível melhorar as coisas, diz o professor de ciência política,
Rafael Araújo.
Hora
da diversão
Além
do papo sobre política, as crianças embarcam nas eleições mirins do Radinho
com muita música e diversão. A Vitrolinha BdF põe para tocar Titãs, com
Comida, e Arnaldo Antunes, com Pequeno Cidadão.
Para
conhecer de perto como funciona o período eleitoral, o arte-educador Victor
Catagesso conta A Eleição dos Bichos, uma história sobre o que aconteceu em
uma certa floresta depois que o rei, o leão, decidiu desviar a água do rio para
construir uma piscina para ele.
Na
hora da brincadeira, os ouvintes são convidados a lembrar de direitos que
possuem jogando o Stop da Cidadania.
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