A
Alerj já foi palco de muitas decisões e de muitas brigas, algumas
intermináveis. Em alguns momentos de sua história existia uma sensação de
desarmonia e um clima muito pesado. Sempre acompanhei a política Fluminense com
atenção e expectativa. E com este zelo, conhecendo de perto os atores deste
espetáculo, pude observar uma série de detalhes e apontar - muitas vezes para
mim mesmo - situações que poderiam ser diferentes. Por isto tive total atenção
a observar André Ceciliano, que em 2017, em um dos momentos mais tensos da
história do Rio de Janeiro, chega à presidência da Alerj. Qualquer um que ouse
esconder o que André fez por essa casa e pelo Rio de Janeiro está sendo de uma
desonestidade intelectual ímpar!
Mesmo
diante de todas as tensões daquele momento, André escolheu o diálogo com todos
- o que não é fácil quando tratamos de Rio de Janeiro. É coisa de doido, um
hospício a céu aberto, e se tratando de política com gente capaz de morar
sozinho e fugir de casa, só para se mostrar revolucionário... definitivamente,
a Alerj não é para amadores.
Em
2019, ante a um resultado eleitoral que entregaria o Rio e o Brasil à extrema
direita, André pautou a Alerj com dinamismo e ligado aos interesses do povo,
sem a preocupação de agradar forças políticas, ideologicamente falando. Atendeu
prefeitos de todas as siglas, vereadores dos 92 municípios do estado e
organizou a Casa, mesmo, tendo que, no ano seguinte, votar pela retirada do
Governador Witzel, governador este que tentou até mesmo mudar a Constituição Estadual para
influenciar na eleição de Universidade, algo que André não deixou acontecer.
Passado
este momento, era hora de colocar as contas do Estado em ordem, preparar o
futuro e, com diálogo e muita habilidade política, André não parou mais. Segurou
o pacote de maldades contra os servidores, mandou dinheiro para Saúde dos
municípios, vetou a proposta de fechamento de Universidade, inaugurou a nova
sede da Alerj - transformando a antiga e histórica em um museu e espaço
cultural -, criou ferramentas que ampliavam o debate protagonizado por mulheres
e LGBTs na Casa, enviou repasse para ser executado o maior plano de inclusão
digital que uma Universidade já viu no Brasil - como foi o caso da UERJ, que em
articulação e trabalho ao lado de Ricardo Lodi distribuiu 10 mil tablets e 12
mil pacotes de dados, para alunos durante a pandemia -, enviou R$ 30 milhões
para Petrópolis depois das fortes chuvas no início deste ano, criou o Fundo
Soberano, que chegará a R$ 5 bilhões, entre outras inúmeras ações que eu
poderia passar o dia digitando e detalhando.

Este
ano se lançou na corrida pelo Senado e fez uma campanha bonita e propositiva. Com
perfil democrata, André sempre teve lado: o do PT e o de Lula, enquanto muitos
se retiraram nos momentos mais difíceis. Petista convicto, André foi Prefeito
de Paracambi por duas vezes, criando um Polo de Educação muito importante para
aquela região. No novo Governo Federal assumirá a Secretaria de Assuntos
Federativos da Presidência da República, em uma sala a poucos metros de Lula,
na sua articulação política e, detalhe, com a atribuição de conversar com prefeitos,
governadores e deputados. Não existe nome melhor, e ele provou isto no comando
da Alerj. Como ele mesmo disse em suas redes sociais: novos desafios vêm por
aí. E como o Brasil precisa de gente capacitada para esses desafios e a
reconstrução do país, André é um deles, com certeza!
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