Os
Estados Unidos vão enviar 31 tanques Abrams para a Ucrânia e
começar de imediato a treinar soldados ucranianos na sua utilização e
manutenção. Um anúncio feito por Joe Biden esta quarta-feira
(25), na sequência da decisão alemã de aprovar o envio de Leopard
2 para a Ucrânia, após semanas de hesitação.
Biden
diz que a decisão mostra que os aliados estão unidos na frente de apoio à
Ucrânia, à contrária "fragmentação" esperada pela Rússia.

Todos
querem o fim da guerra, mas os EUA e os aliados não vão deixar que uma nação
seja agredida",
frisa Biden.

Ação
dos EUA concertada com Europa
Antes
de anunciar a decisão, Joe Biden conversou ao telefone com os líderes
da Alemanha, França, Itália e Reino Unido. O secretário-geral da OTAN saudou a
decisão norte-americana no apoio ao esforço de defesa da Ucrânia, sublinhando
que os Abrams, juntamente com os Challenger britânicos e os Leopard 2 alemães
podem fazer uma "diferença significativa" na contraofensiva
ucraniana.
Os
Leopard 2 e os Abrams são considerados os tanques mais modernos e bem
equipados. Têm uma capacidade de alcance muito significativa que no caso dos
tanques norte-americanos pode chegar aos 1.000 quilômetros.
A
Alemanha já enviará uma companhia de Leopard 2 - ou seja: 14 tanques, mas
poderá disponibilizar dois batalhões, num total de 88 máquinas.
Rússia
acusa aliados de "provocação"
Antecipando
a decisão de Joe Biden, o embaixador russo em Washington já veio dizer que o
envio de tanques americanos representa "provocação flagrante contra a
Federação Russa".
Os
Estados Unidos deixam de poder usar "argumentos sobre 'armas
defensivas'", escreveu Anatoly Antonov no Telegram, acrescentando
que qualquer tanque norte-americano será "destruído como todas as outras
remessas de equipamento militar da OTAN".
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