Hoje
(13) é dia mundial de uma das invenções mais fascinantes da humanidade: o
rádio. Companheiro fiel de todas as horas, este mágico veículo de comunicação,
que leva entretenimento, cultura, esporte e informação imediata por meio de
suas ondas, a ouvintes de todas as idades, também é um dos orgulhos do Governo
do Estado do Rio de Janeiro, proprietário da histórica emissora Roquette-Pinto
(94,1 FM). Fundada pelo cientista, intelectual e visionário Edgar Roquette
Pinto, considerado o pai da radiodifusão brasileira, o xodó do mundo
radiofônico acabou de completar 89 anos.

É
uma alegria termos a Roquette no ar. Fonte segura de notícias, música e
prestação de serviços, o rádio em geral está presente na vida de todo mundo.
Quem está feliz ouve rádio. Quem está triste ouve rádio. Há quem prefira
acompanhar seu time pelo rádio. Nos momentos de crise, lá está o rádio. A
Roquette tem verdadeiros mitos no comando de seus microfones e bastidores, que
mesclam suas experiências com os profissionais mais novos, afirma o
governador Cláudio Castro. Ele lembra que Roquette, como um grande humanista,
deixou aos brasileiros seu principal legado: a força de acreditar no Brasil.
Na Rádio Roquette, o amor está literalmente no ar todos os dias, por meio de
seus locutores, operadores e técnicos. Alguns funcionários não largam jamais
suas funções. É o caso de Evaldo Dutra, que tem a mesma idade da emissora e,
claro, muitas histórias para contar.


O
radialista Luiz Nascimento, de 64 anos, está voltando à Roquette, onde comandou
os noticiários Repórter 94 e o Linha do Tempo, entre 2019 e 2021, que iam
ao ar a cada meia hora, e destacavam as notícias de momento. Nascimento já
trabalhou também no Sistema Globo de Rádio, Rádio Tupi, Rádio Record AM, entre
outras.


Jorge
Baccarin, de 72 anos, é outro que sabe tudo do assunto e está voltado à
Roquette, para a sua segunda passagem na emissora. Curiosamente, Bacca, como é
conhecido, que começou a carreira limpando discos de vinil na Rádio Difusora,
no interior paulista, está assumindo a cadeira que era do próprio filho,
Nikolas Baccarin, de 26 anos. Nikolas estava à frente de programas na emissora,
entre eles o Almanaque e o Cardápio. Na última semana, se despediu da
Roquette para trilhar novos rumos.

É
emocionante, pois Nikolas cresceu me acompanhando nos estúdios de rádios desde
os 4 anos de idade, começando pela Rádio Manchete, lembra Baccarin,
que já trabalhou em quase todas as rádios do Rio.

Passar
o posto para meu pai é uma forma de devolver tudo que ele me ensinou e ainda me
ensina em rádio,
diz Nikolas.
Jorge também é um dos que têm histórias de sobra ao longo de sua trajetória.
Certa vez, ajudou a salvar uma vida.

Como
sempre gostei de entrevistar ouvintes ao vivo, tinha gente que ligava para
contar suas mágoas. Um deles chegou a dizer no ar que iria se matar. Tive que
me transformar numa espécie de psicólogo. Acalmei a pessoa com um bom papo e
botei uma música boa. Depois, ela me ligou, agradecendo por ter tirado a ideia
ruim da cabeça,
conta.
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