O
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e a Federação Alemã de
Associações de Pesquisa Industrial (AIF) assinaram um acordo de financiamento
no valor de R$ 21 milhões. As instituições vão selecionar até dez projetos
envolvendo pequenas e médias empresas (PMEs), startups e organizações de
pesquisa e tecnologia nos dois países com o objetivo de promover o
desenvolvimento de tecnologias para produção de hidrogênio verde.
O
convênio foi assinado na última segunda-feira, durante o Encontro Econômico
Brasil-Alemanha (EEBA), em Belo Horizonte (MG).
O
vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio
e Serviços, Geraldo Alckmin, esteve presente e reforçou a importância da pauta
ambiental para o governo.

O
governo brasileiro tem total compromisso com a sustentabilidade, não permitir
desmatamento, não permitir grilagem de terra na Amazônia, garimpo ilegal. Então
é compromisso do presidente Lula e do governo em combater as mudanças
climáticas, fortalecer a agenda do clima, garantiu o vice-presidente.
A
primeira fase da chamada bilateral será aberta em abril deste ano para empresas
brasileiras e da rede de Institutos SENAI de Inovação.

A
questão básica é como que a gente faz pesquisa, mas como é que a gente consegue
colocar empresas nesse jogo. E é isso que é o objetivo, por isso essa chamada,
por isso dentro de uma chamada de um encontro econômico, revelou Jefferson
Gomes, diretor de Inovação e Tecnologia do SENAI.
Os
projetos selecionados passarão para a fase seguinte, a ser iniciada em julho de
2023, com prazo final em setembro de 2023. As propostas escolhidas terão
duração de 12 a 36 meses e deverão começar já no início de 2024. A missão
industrial será coordenada pelo Instituto SENAI de Inovação em Tecnologia da
Informação e Comunicação (TICs), do SENAI de Pernambuco.
A
missão aproximará centros de pesquisa e inovação dos dois países em torno do
desafio da transição energética, a partir de projetos que estejam mais
alinhados às características e necessidades brasileiras. Os projetos serão
executados no Brasil e na Alemanha. As aplicações se concentrarão em polos de
desenvolvimento tecnológico no Brasil, como o TECH HUB do Porto de Suape
(Pernambuco), o Parque SENAI CIMATEC (Bahia) e o Centro Verde de Hidrogênio em
Balbina (Amazonas).
Hidrogênio
Verde
O
hidrogênio verde é produzido por meio de um processo químico (eletrólise) que
permite a quebra das moléculas da água em hidrogênio e oxigênio por meio da
eletricidade. O hidrogênio denominado verde é feito sem a emissão de carbono e
utiliza basicamente energias renováveis (hídrica, eólica, solar e biomassa).
A
regulamentação do setor já está em tratativa e, para o deputado Arnaldo Jardim
(Cidadania-SP), presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, já
não era sem hora.

Nós
temos uma série de investimentos que, pontualmente, algumas empresas já estão
desenvolvendo nesse sentido, mas há a necessidade de um marco regulatório para
ter uma segurança jurídica. Portanto fazer uma regulação clara, precisa, para o
setor para aproveitar o nosso potencial e todas as suas vertentes se faz,
realmente, muito urgente, comentou o parlamentar.
O
combustível é fundamental para o processo de descarbonização no setor
industrial e para o cumprimento das metas do Acordo de Paris. Ao longo dos
próximos anos, o objetivo é trocar o hidrogênio produzido a partir de fontes
fósseis pelo hidrogênio verde, que não emite carbono.
Segundo
um estudo feito por uma consultoria alemã, o Brasil pode faturar R$ 150 bilhões
por ano no mercado de hidrogênio verde (H2verde), e se tornar líder de um
mercado mundial estimado em mais de US$ 1 trilhão em venda direta da molécula
ou derivados.
Fonte: Brasil 61 | Foto: Gilberto Sousa/CNI.
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