Empresários
cariocas do setor de turismo se reuniram nesta terça-feira (17), com o
secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo
Garcia Cappelli, para debater ações de segurança para o Rio de Janeiro. O
encontro, no hotel Belmond Copacabana Palace, contou com a presença de diversos
representantes da hotelaria, restaurantes, bares e quiosques da orla. Os
empresários solicitaram investimentos nas forças de segurança, integração entre
estas, aumento da capacidade de inteligência e ações de comunicação para
comunicar que o Rio de Janeiro está mudando.
O
presidente do HotéisRIO, Alfredo Lopes, ressaltou os impactos que problemas
como arrastões nas praias e o crime que vitimou os médicos na Barra provocam no
turismo.

Somos
um setor econômico que gera milhares de empregos e arrecada muitos impostos. No
entanto, sem segurança nossos negócios não podem prosperar. Os restaurantes têm
fechado mais cedo porque as pessoas estão evitando ficar até tarde na rua.
Precisamos de ações concretas da parte do Governo Federal para que nosso
segmento possa continuar contribuindo para o desenvolvimento econômico da
sociedade.

Para
o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo
Garcia Cappelli, o que acontece no Rio de Janeiro repercute nacional e
internacionalmente, não apenas no aspecto de imagem, mas também de forma
objetiva.

O
crime hoje é transnacional. Uma das duas maiores organizações criminosas do
país atualmente é baseada aqui no Rio e tem ramificações em diversos estados.
Estamos trabalhando com ações de inteligência para combater o crime organizado,
agindo em parceria com o COAF e com a Receita Federal para descapitalizá-los.
No ano passado, foram bloqueados R$ 300 milhões de organizações criminosas; só
este ano já foram quase R$ 3 bilhões.
Capelli
abordou também as conversas com as Forças Armadas, em especial a Marinha, para
que ajude a melhorar o controle do mar e dos portos.

Vou
conversar com o prefeito Eduardo Paes para instalar uma base marítima da
Polícia Federal perto do aeroporto Santos Dumont. Temos que aumentar a
vigilância na Baía de Guanabara, sabemos que muitos navios ali são depósitos do
crime.
Ele afirmou também que vai trabalhar para unificar as câmeras da CET Rio nas
linhas amarela e vermelha e na Avenida Brasil. É imprescindível que estejam
integradas com a inteligência da Polícia Rodoviária Federal.
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