A segunda edição da campanha "Ouviu um NÃO? Respeite a decisão!" está pronta para marcar presença na Sapucaí, em blocos e na Intendente Magalhães, que recebe desfiles de escolas de samba das séries Prata, Bronze e do Grupo B. A ação do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Mulher (SEM-RJ), traz mensagens direcionadas aos homens sobre crimes como assédio e importunação. As peças também informam às mulheres os canais de ajuda, como a central 190, da Polícia Militar, e o aplicativo gratuito para celular Rede Mulher. Tudo por um Carnaval seguro para meninas e mulheres.


Frases como É para cair na folia e não no conceito e No Carnaval, você pode ser o que quiser. Só não pode ser ofensivo, porque folia não combina com assédio serão divulgadas em redes sociais, rádios, outdoors e pontos de ônibus, entre outros locais. A campanha traz ainda um samba e um vídeo em que o folião assedia uma mulher no bloco e "ganha" uma fantasia de emoji lixo (boy-lixo), emoji X (cancelado) e emoji dislike (bola fora). Equipes também vão levar a campanha para grandes blocos de rua, Terreirão do Samba, Sapucaí e Intendente Magalhães. No total, serão 27 ativações nos dias de Carnaval.


O slogan da campanha - Ouviu um NÃO? Respeite a decisão - também dá nome ao protocolo criado pela Secretaria da Mulher em 2023 com o objetivo de garantir mais segurança às mulheres em grandes eventos, shows, boates, bares e restaurantes. O documento traz uma série de recomendações, como a instalação de iluminação adequada em estacionamentos e banheiros, a divulgação de canais de ajuda para mulheres em emergência, e orientações de como os seguranças devem abordar e agir em casos de agressões e importunações. O protocolo também indica apresentar à vítima o app Rede Mulher. Baixado gratuitamente no celular, a ferramenta tem um botão de emergência que aciona eletronicamente o 190 da Polícia Militar, entre outras funcionalidades.


Principais pontos do
protocolo
1. Conscientização:
Estar ciente dos desafios enfrentados pelas mulheres em eventos e da
importância do atendimento diferenciado.
2. Atendimento pleno de atenção:
A equipe deve priorizar o atendimento imediato, total atenção à vítima,
demonstrando disponibilidade para ouvir, empatia e compreensão, sem julgamento
ou preconceito.
3. Escuta ativa:
Demonstre interesse genuíno pelo relato da mulher.
4. Respeito às decisões da mulher:
Nunca force a vítima a fazer algo que ela não queira, como registrar uma
ocorrência policial ou buscar atendimento médico. Ofereça informações sobre as
opções disponíveis, mas deixe que ela decida o que é melhor para si.
5. Atendimento discreto e humanizado:
Garanta que o atendimento seja em um ambiente seguro, longe de olhares
curiosos, e mantenha a confidencialidade das informações compartilhadas pela
vítima. Evite comentários ou piadas inadequadas.
6. Atenção prioritária à pessoa agredida:
Em caso de agressão, ela deve receber a devida atenção. Em casos graves, ela
não pode ser deixada sozinha, a não ser que queira.
7. Não focar no processo penal:
Nesse primeiro momento a vítima deve ser acolhida. Questões policiais e do
processo penal devem ser tratadas pelas autoridades competentes.
8. Rejeição do agressor:
Jamais demonstre cumplicidade com o agressor, mesmo que seja apenas para
diminuir o clima de tensão no momento da atuação.
9. Rigor nas informações:
Respeite a privacidade da pessoa agredida e a presunção de inocência do
acusado. Repasse informações sobre o caso apenas às autoridades competentes.
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