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Prisão de idoso gera controvérsia em Vassouras

De acordo com o Código Eleitoral, eleitores não podem ser presos ou detidos cinco dias antes das eleições municipais

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Prisão de idoso gera controvérsia em Vassouras

Na última terça-feira, dia em que começou a vigorar a lei eleitoral que proíbe a prisão de eleitores, um idoso de 73 anos, pai da presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) de Vassouras, foi preso – segundo fontes – após um conflito político com apoiadores de uma candidata a vereadora do município.

Segundo informações obtidas, o episódio teria ocorrido na Rua Caetano Furquim, em Vassouras, onde o idoso havia supostamente criticado a postura da instituição policial em relação a pessoas pretas e pobres.

Após o desentendimento, a candidata, acompanhada por apoiadores e por um carro da Polícia Militar, dirigiu-se à residência do idoso, exigindo que ele comparecesse à delegacia. A autoridade policial de plantão decretou sua prisão, e ele passou a noite na cela. Na manhã seguinte, foi transferido para a Cadeia Pública de Volta Redonda para aguardar audiência de custódia que, devido a problemas administrativos, ocorreu apenas na quinta-feira, quando o juiz de garantias determinou sua libertação.

O caso ganhou repercussão, uma vez que, pela legislação eleitoral, eleitores não podem ser presos após o início da semana eleitoral, salvo em flagrante delito. A presença da candidata e de seus apoiadores no local, sem um mandado judicial, levantou suspeitas de perseguição política entre os militantes do PT local, que “consideraram o ato uma forma de intimidação”.

Testemunhas relataram que o grupo proferiu insultos e ameaças, destacando o viés político da situação.

Tentamos, sem sucesso, contato com os apoiadores da candidata.

No Brasil, o período eleitoral é protegido por regras específicas que visam garantir a lisura do processo. Uma delas, é a de que os eleitores não podem ser presos ou detidos cinco dias antes do primeiro turno das eleições municipais de 2024, que será realizado no próximo domingo (6). A medida valerá até terça-feira (8), 48 horas após o encerramento da eleição.

Nos municípios onde houver segundo turno, a ser realizado no dia 27 de outubro (último domingo do mês), a partir do dia 22 até 29 de outubro, nenhuma pessoa poderá ser presa ou detida, com as mesmas exceções do primeiro turno: casos de prisão em flagrante delito, no cumprimento de sentença criminal condenatória por crime inafiançável; ou por desrespeito ao salvo-conduto.

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