Um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã, na madrugada deste sábado (28), abriu um novo capítulo de instabilidade no Oriente Médio. A mídia estatal iraniana informou a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989, após bombardeios em Teerã.
O presidente estadunidense Donald Trump confirmou a operação em publicações nas redes, afirmando que o Irã não teria conseguido evitar os sistemas de inteligência e rastreamento empregados na ação, conduzida em conjunto com Israel. Autoridades americanas e israelenses passaram a se referir à ofensiva como Operation Epic Fury (Operação Fúria Épica).
Além de Khamenei, fontes ouvidas por agências internacionais relataram a morte de integrantes do alto escalão militar, entre eles o ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour.
Um líder central para o regime
Khamenei assumiu o posto máximo da República Islâmica em 1989, após a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini, líder da Revolução Islâmica de 1979, que derrubou a monarquia do xá Mohammad Reza Pahlavi e instituiu um Estado teocrático. Desde então, o líder supremo concentrou a palavra final sobre as principais diretrizes de política externa e de segurança, além de exercer influência direta sobre estruturas centrais do Estado.
Incerteza sobre sucessão e risco de escalada
A confirmação da morte do líder supremo cria um vácuo de poder no topo da hierarquia iraniana e tende a aumentar a disputa interna por controle político e militar. Ao mesmo tempo, a ofensiva eleva a tensão em uma região já marcada por confrontos indiretos e pelo uso de grupos aliados a Teerã em diferentes frentes.
O cenário também gerou repercussão diplomática imediata. Em nota, o governo brasileiro condenou os ataques e declarou grave preocupação, defendendo a via da negociação e pedindo respeito ao direito internacional e máxima contenção das partes.
A Rússia criticou a ação e classificou a ofensiva como um ato de agressão armado, com risco de aprofundar a crise e ampliar consequências humanitárias.
A China, por sua vez, afirmou estar amplamente preocupada, cobrou respeito à soberania iraniana e pediu cessação das operações e retomada do diálogo.
(Imagem manchete: The White House)




