Luiz Felipe Castro -
VEJA.com
A prisão de Ronaldinho Gaúcho no Paraguai, acusado de ter usado passaportes falsos para entrar no país, preocupa Sergio Moro. O ministro da Justiça e Segurança Pública telefonou nesta segunda-feira (9,) para integrantes do governo paraguaio para buscar informações sobre o caso. Ronaldinho e seu irmão Assis estão detidos em Assunção, desde a última sexta-feira (6).
De acordo com sua assessoria, Moro ligou apenas para obter informações. A assessoria do ministro disse ainda que que o governo brasileiro está acompanhando o caso e que o Paraguai é soberano para tomar decisões.
Nesta segunda, a defesa do ex-jogador do Barcelona e da seleção brasileira entrou com um recurso para que os irmãos Assis possam cumprir prisão domiciliar. Uma audiência foi marcada para a terça-feira (10).

Em setembro do ano passado, Ronaldinho, apoiador do governo do presidente Jair Bolsonaro, recebeu o título de embaixador do turismo brasileiro pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Na época, o ex-jogador estava com o passaporte apreendido devido a uma ação por danos ambientais movida pela Justiça do Rio Grande do Sul.
Um mês depois de assumir o cargo na Embratur, Ronaldinho conseguiu reaver o passaporte ao pagar uma multa ambiental de 6 milhões de reais. Mesmo preso no Paraguai, Ronaldinho mantém o cargo de embaixador do turismo que, segundo a Embratur, é apenas simbólico e honorário.




