RIO DE JANEIRO · BRASIL · MUNDO8 de novembro de 2026 Conheça a ED Web TV ↗
← Início Logomarca ED
JORNALEm Destaque.

O jornal local, sem fronteiras para a notícia.

Notícias ↗
COVID-19

Governo Britânico no Brasil quer impulsionar parcerias científicas com o país

Objetivo é tornar possível a vinda da fase 3 de testes da vacina contra o novo coronavírus

COMPARTILHEWhatsApp ↗Facebook ↗
Governo Britânico no Brasil quer impulsionar parcerias científicas com o país

São Paulo – O mundo está confiante numa solução para o coronavírus por meio da vacina da universidade inglesa de Oxford. Os testes estão na fase 3, a última, que determinará se a vacina é realmente eficaz uma vez testada em uma amostragem maior de pessoas. Na última semana, as experiências preliminares foram positivas em relação à resposta imune dos voluntários.


O que muitos se perguntam é como o Reino Unido conseguiu chegar tão rápido a uma das soluções mais promissoras contra a Covid-19. A resposta é o investimento governamental em pesquisas e uma rede colaborativa entre Universidade, Governo Indústria, que possibilita o compartilhamento, quase que imediato, de dados preciosos para o desenvolvimento de soluções para a saúde, alinhando as prioridades governamentais com focos em pesquisa e desenvolvimento dos outros atores do sistema.


Detalhes sobre isto foram passados no webinar “A Estratégia Industrial do Reino Unido e o Caminho para a Inovação”, realizado no último dia 22/07 pelo Governo Britânico no Brasil. Um dos pilares desta estratégia de incentivo constante à ciência e à pesquisa em saúde é o investimento crescente do governo que pretende chegar a 4,7 bilhões de libras em quatro anos.


A Dra. Deborah Spencer, Head de Parcerias entre Universidade e Indústria da Universidade de Oxford, relatou que foi a partir do relacionamento da universidade com o Governo Britânico no Brasil que foi possível trazer a pesquisa de Oxford em parceria com o grupo anglo-sueco AstraZeneca para o Brasil.


Ela também falou sobre um fundo de R$ 600 milhões da universidade que permite que diversas empresas spin-offs, ou seja, que trabalham paralelamente ao trabalho acadêmico da universidade, se desenvolvam. “É um ecossistema muito atraente para jovens empreendedores, que saem da própria universidade”, diz Deborah.


Segundo Alison Cave, Diretora do ISCF (Industrial Strategy Challenge Fund) do Reino Unido, na área de Detecção de Doenças e Dados para Diagnóstico Precoce Data e Medicina de Precisão, o investimento que o país vem fazendo na área de Ciências da Vidaao longo dos anos foi a chave para estruturar três dinâmicas que são fundamentais a esse processo: pesquisa interdisciplinar, engajamento crescente entre indústria e academia e colaboração também crescente de empresas jovens e menores com as já estabelecidas.


Outro ponto focal do ICSF é, além de acelerar a pesquisa, conseguir prover medicamentos para a população. “São 197 milhões de libras investidos para desenvolver tecnologias para a produção de remédios e acelerar o acesso a novas drogas e tratamentos. Entre estes investimentos, 66 milhões de libras para o centro de produção de vacinas, 13 milhões para o centro de produção de medicamentos e 12 milhões para o centro de terapia com células e genes”, explicou.


Arly Belas, Gerente Regional de Ciências da Vida para América Latina e Caribe do Reino Unido relata que o propósito do Governo Britânico no Brasil é justamente expandir parcerias na área de pesquisa e desenvolvimento farmacêutico, como a que envolve o estudo para a vacina contra o Sars-CoV-2.


“No Brasil trabalhamos promovendo colaborações institucionais e comerciais entre empresas e instituições brasileiras e britânicas nos segmentos de diagnóstico, farmacêutica, biotecnologia, equipamentos médicos, saúde digital, gestão em saúde, entre muitos outros temas. No atual cenário, nosso grande objetivo é maximizar estas parcerias”, pontua Arly.

Ver comentários e reações ↗
CONTINUE A LEITURA

Mais notícias

Ver todas ↗
Tempo e moedas

Dados de RIOBRASIL.NET ↗

Preferências de cookies

Escolha quais recursos o Jornal Em Destaque pode carregar nesta versão do site.

Ler a Política de Privacidade ↗