Concurso vai premiar cafés especiais fluminenses
05/12/2020 19:56 ( Atualizado em 05/12/2020 20:00) | Rio de Janeiro | Economia |
Helio de Carvalho
Produtores têm até essa segunda-feira, 7, para o envio de amostras
Com o apoio das secretarias estaduais de
Agricultura e de Desenvolvimento Econômico, a Associação dos Cafeicultores do
Estado do Rio de Janeiro (Ascarj) realiza nos meses de dezembro e janeiro o IV
Concurso de Cafés Especiais do Estado do Rio de Janeiro. A edição será on-line,
e o envio das amostras de cafés, pelos Correios.
O objetivo do concurso é incentivar no estado a produção de cafés especiais,
que são aqueles grãos cultivados e colhidos em condições excepcionais. O café
será submetido à análise de especialistas, que usarão a metodologia de
avaliação sensorial da Specialty Coffee Association (SCA). Utilizado
mundialmente, o modelo permite notas mínimas a partir de 80 e máximas de 100
pontos.
A primeira etapa do concurso já começou, e os produtores têm até a próxima
segunda-feira (7) para envio das amostras. O evento principal será no dia 23 de
janeiro, com as premiações, leilão virtual dos dez cafés finalistas e rodada
de negócios com os melhores produtos selecionados na etapa classificatória.
"Nosso estado tem potencial para ampliar sua produção de café,
principalmente dessas safras especiais. A Secretaria de Agricultura vem
trabalhando para fomentar essa produção com os recursos do Agrofundo e, também,
oferecendo apoio técnico desde o pequeno ao grande produtor, por meio da
Emater-Rio e da Pesagro-Rio. O café do nosso estado é de grande qualidade e
ajuda a movimentar a agricultura fluminense", destaca o secretário de
Estado de Agricultura, Marcelo Queiroz.
O produtor Manoel Felipe Medeiros de Faria, de
33 anos, cultiva cafés em Varre-Sai, no Noroeste Fluminense. Ele é o
responsável pela Fazenda Pinheiro, que está participando do concurso e que
recentemente ficou em segundo lugar na categoria Melhor Café Torrado para
Expresso em outra competição.
"Minha família sempre foi produtora de café, e há três anos começamos a
produção de café especial também. Hoje já conseguimos cafés notáveis e com
ótima qualidade. O diferencial do café especial vai desde o plantio, tratos
nutricionais, forma de cultivo, pós-colheita, seleção dos grãos, até chegarmos
a um nível de excelência da bebida. O prêmio foi uma verdadeira surpresa! Estou
com grande expectativa para essa nova disputa e espero ganhar. Acredito que os
concursos são uma grande vitrine para mostrar o potencial dos nossos cafés",
aposta Manoel.
A produção de cafés no estado do Rio reúne 2.644 cafeicultores - a maioria de
pequenos produtores - e gera uma receita anual de R$ 75,8 milhões a partir dos
grãos cultivados em solo fluminense.
"Os produtores estão organizados no Arranjo
Produtivo Local (APL) de Cafés Especiais. São dois polos: nas regiões Noroeste
e Serrana. Além de ser a retomada de uma atividade tradicional na história do
estado, que muito colaborou para as finanças do Brasil, a produção de cafés de
qualidade está contribuindo para a diversificação da economia fluminense",
ressaltou o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Nelson Furtado.
Da produção estadual, 80% ocorre no Noroeste Fluminense, 19% na Região Serrana
e 1% no Vale do Café e em outros municípios. O Rio de Janeiro produz uma média
de 400 mil sacas de café por ano. Mais informações sobre o concurso, que também
tem o apoio da Emater-Rio, podem ser obtidas na página www.ascarj.com.br/concursos/.
"A previsão de colheita para este ano é de cerca de mais 400 mil sacas. O
concurso destina-se a mostrar que a cafeicultura do estado do Rio de Janeiro
tem produzido cafés maravilhosos, superiores e gourmets, com destaque para os
especiais", explicou o superintendente de Marketing da Ascarj, Daniel Mac
Mahon Bastos Daniel.