Olá amigos e leitores do jornal em Destaque... saudações monarquistas!
Os senhores sabiam que nos tempos do Império, não era
apenas na região sudeste que surgiam escritores, engenheiros, músicos e
artistas? Hoje, eu trago para vocês a historia de Horácio Pinto da Hora, um dos
maiores representantes da pintura romântica do Brasil.
Horácio Hora era filho de Antônio Esteves de Sousa e
Maria Augusta da Hora, família tradicional da província do Sergipe, era meio-irmão do conceituado médico e
farmacêutico, Dr. Francisco Hora de Magalhães, e primo do ilustre médico
sergipano, Dr. Antônio Militão de Bragança.
Iniciou os seus trabalhos artísticos ainda na infância, passando boa parte dela e a adolescência na cidade de Laranjeiras, importante cidade da província na época.
Em 1875 recebe do Império uma bolsa de estudos na Europa, vindo a estudar na Escola de Belas Artes de Paris e na Escola Municipal de Desenho de Paris, onde foi aluno do ilustre escultor Justin Marie Lequien. Lá Horácio obtém o 1º prêmio no concurso geral de todas as escolas de Paris e o título de aluno modelo, além ter mantido contato com o também pintor Alexandre Cabanel e o escultor François Michaud, entre muitas outras personalidades. Foi nessa época que ele conheceu, em Paris, a baronesa do Catumbi, D. Júlia Alves Pereira da Cunha, a quem retratou. Nessa época, ele também conviveu com Almeida Junior, Manuel Lopes Rodrigues, entre outros.
Retorna ao Brasil em
1881, vivendo primeiro em Sergipe e logo após na Bahia, localidade onde trabalhou
muito a sua arte. Após esse tempo de produção artística em Salvador, Horácio
retorna para Paris, e por lá se apaixona por uma engomadeira
chamada Mathilde Lafage, e por ela vende tudo que possuía. Horácio vem a falecer com apenas 37 anos em 1890, estando enterrado no
cemitério de Pére-Lachaise, em Paris.
Horácio é o autor de grandes quadros da
cultura brasileira, como “Folhas de Outono”, “Peri e Ceci” a “Marquesa de
Catumbi”
e mais de 300 obras de grande valor artístico, além de ser o Patrono da cadeira
número 14 da Academia Sergipana de Letras.
Atendendo a um pedido do Conselho de Estado de
Cultura, o governo do Sergipe, declarou 2003 como o Ano Horácio Hora, em
comemoração aos 150 anos do nascimento do ilustre pintor. (Fonte: Livro Um
Século de Pintura – Laudelino Freire)
É meus amigos, mais um filho prodigioso de nossa
querida terra que marcou a sua vida por seus grandes feitos. Mais um cidadão,
que teve no ambiente do império, os meios para aflorar e desenvolver a poesia
da vida em forma de tela, porque no fim, a nossa vida deve ser exatamente isso,
uma eterna poesia, escrita ou desenhada, na forma dos mais lindos versos que o
nosso coração possa criar.
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sobre a Monarquia Parlamentarista em nosso país. Um forte abraço, saúde e paz!
Círculo Monárquico das Araras – Chancelaria – Francisco
Sousa Junior.
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