Com o encerramento do formato de hipermercados do Extra anunciado em outubro, a rede inicia uma grande queima de estoque com foco nas categorias de Eletro, Bazar e Têxtil.
A liquidação já acontece em nível nacional, em todas as mais de 100 unidades da rede, com oportunidades de até 50% de desconto.
Esses itens serão liquidados de forma gradual até a total desmobilização das unidades e, por este motivo, é importante que os clientes se programarem para visitarem as lojas e identificarem os produtos que estão disponíveis.
A marca Extra continua atendendo seus clientes nacionalmente por meio dos mais de 300 pontos de vendas das redes Mercado Extra e Mini Extra, além do e-commerce ClubeExtra.com.br e do app Clube Extra.
Veja abaixo algumas oportunidades com validade até 23 de novembro ou até enquanto durarem os estoques:
Toda a categoria de eletro (acima de R$ 500) em até 30 vezes e todas as bicicletas e pneus em 24 vezes ambos nos Cartões Extra e sem juros
Acessórios para jardinagem, papelaria, categoria “Faça você mesmo” com ferramentas em geral com até 40% OFF
Acessórios automotivos até 40% OFF
Toda Puericultura até 40% OFF
Toda Moda Extra até 40% OFF
Fim do Extra representa a despedida dos hipermercados?
A loja do hipermercado Carrefour do Shopping Iguatemi de Campinas - cidade de 1,2 milhão de habitantes do interior de São Paulo - não parou de encolher nos últimos anos. Primeiro, parte do prédio passou a ser usada para abrigar uma loja da TokStok. Outra virou uma concessionária de motos.

Só faço
compras aqui porque eles abonam o estacionamento do shopping. Então vale a
pena. Compra de casa, mesmo, eu faço em atacado", diz a professora Laura
Almeida, moradora da cidade, ao Estadão.
O caso desta loja não é isolado. De forma geral, os hipermercados vêm sumindo dos grandes centros. Na semana passada o Grupo Pão de Açúcar anunciou que vai desativar a marca Extra Hiper - que tinha 103 lojas, das quais 71 vão virar atacarejos do Assaí e as demais vão ser transformadas em supermercados. Das lojas a serem desativadas, mais da metade fica em municípios com mais de meio milhão de habitantes, enquanto 25 estão na capital paulista.
O consultor Olegário Araújo, da Inteligência 360, vê o movimento com clareza.

Nos
grandes centros, os hipers não têm mais relevância".
Segundo ele,
porém, eles ainda são muito apreciados em cidades menores. Segundo a Associação
Brasileira de Supermercados (Abras), o número de hipermercados no País ainda
cresce: em 2020, eram 91 unidades no Brasil, número que mais do que dobrou,
para 188, neste ano.
Tempo e dinheiro
De acordo com especialistas, o hipermercado perdeu espaço nas grandes cidades porque não atende nem à busca por conveniência - já que fazer compra em um hiper demanda tempo - nem por economia já que os preços nessas lojas são de mais altos do que os dos atacarejos.

Os preços
nos atacarejos são de 10% a 15% menores (do que nos hipers). Por isto, o
consumidor já estava dando preferência para eles. A ideia era gastar menos para
sobrar dinheiro para outros gastos. Agora, com a inflação de volta, ele vai por
necessidade mesmo",
diz o consultor Eugenio Foganholo, diretor da Mixxer.
A Horus Inteligência de Mercado faz um raio x do varejo alimentar, analisando mensalmente mais de 40 milhões de notas fiscais emitidas nos caixas. De janeiro a setembro deste ano, os consumidores passaram a comprar mais produtos nos atacarejos: a média foi de 26 itens, em janeiro, para 30, no mês passado. Nos hipers, essa média ficou estacionada na casa de 9 produtos, no mesmo período.

As
pessoas pagam mais barato nos atacarejos e acabam levando mais quantidade. Por
isso, o gasto médio nesse canal de vendas subiu", diz Luíza Zacharias, diretora
de novos negócios da Hórus.