Quem
ainda não leu ou não ouviu alguma mulher que busque se defender do machismo
estrutural dizer “que o lugar da mulher é onde ela quiser”? Esta frase é um
grito contra o dito popular “lugar de mulher é na cozinha”. Demorou, mas,
finalmente este absurdo, repetido tantas vezes, vem se mostrando intolerável de
ser usado por um homem que não insista em viver na idade média. Mas, e com
relação a mulher ser livre, também, para tomada de suas decisões? Estamos, como
sociedade, prontos, também, para respeitar as escolhas delas, especialmente em
não desejar ser mãe?
Mulheres
são livres para tomar decisões sobre suas vidas, incluindo a de se tornarem
mães ou não. Cada vez mais, mulheres estão optando por não ter filhos, seja por
escolha pessoal ou por razões como a falta de apoio financeiro ou emocional.
Jennifer
Aniston, estrela estadunidense é um dos nomes mais conhecidos quando se fala em
mulheres famosas que não querem ter filhos. Ao longo de sua carreira,
inclusive, Jennifer concedeu diversas entrevistas falando sobre o tema que,
para ela, é muito bem esclarecido.

Nós
somos completas com ou sem um companheiro, com ou sem uma criança. Nós não
precisamos ser casadas ou mães para sermos completas. Nós conseguimos
determinar o nosso próprio 'felizes para sempre'", explicou ela
ao "Huffington Post".
No
Brasil, muitas famosas também optaram em não ser mães. Patrícia Pillar, Leona
Cavalli, Bruna Linzmeyer e Totia Meireles são nomes que figuram essa lista.
Totia,
casada desde 1991 com o médico Jaime Rabacov, já afirmou estar realizada com a
decisão de não se tornar mãe, por mais que tenha se sentido cobrada em alguns
momentos.

Sou
feliz por essa decisão. Tiro o chapéu para as mães, mas me sinto aliviada por
não ser uma delas. Acho que é muito difícil educar outro ser humano. Essa
relação pode dar certo ou não", disse em uma entrevista ao "M
de Mulher" há alguns anos.
Vale
ressaltar, contudo, que a artista se considera avó dos dois filhos de sua
enteada, Olívia. Em seu Instagram, inclusive, há uma série de fotos ao lado das
crianças.
Algumas
mulheres descobrem que a maternidade simplesmente não é para elas, e preferem
investir em outras paixões e metas, como carreiras profissionais, viagens e
relacionamentos pessoais. Outras enfrentam obstáculos como problemas de saúde
ou dificuldades para conceber, o que as leva a optar por não ter filhos.
Infelizmente,
muitas mulheres que escolhem não ser mães enfrentam julgamento e estereótipos
negativos da sociedade. Algumas pessoas as consideram egoístas ou sem
propósito, e ainda existe a crença de que todas as mulheres são naturalmente
inclinadas a se tornarem mães.
No
entanto, a decisão de não ser mãe é uma escolha respeitável e valiosa. Cada
mulher tem o direito de decidir o que é melhor para sua vida e felicidade, e não
há nada de errado em optar por uma vida sem filhos.

Eu
sempre soube que a maternidade não era para mim. Não me sinto inclinada a ter
filhos e, em vez disso, escolhi investir em minha carreira. Eu amo a liberdade
e a flexibilidade de poder decidir o que quero fazer a cada dia sem ter que me
preocupar com as responsabilidades de ser mãe. Às vezes, as pessoas, até mesmo
amigas minhas, me julgam por minha escolha, mas eu sei que é uma decisão certa
para mim. A maternidade é uma jornada incrível para algumas mulheres, mas não é
a única forma de ter uma vida realizada e significativa. Eu tenho amigos
próximos e familiares amorosos, além de uma carreira gratificante e paixões que
me mantêm feliz e realizada. Não sinto falta de ser mãe e estou feliz com a
vida que escolhi para mim. Em última análise, a decisão de não ser mãe é uma
escolha pessoal, e eu espero que as pessoas possam apoiar as mulheres em suas
jornadas, independentemente da escolha que fizerem", disse uma
entrevistada de 47 anos de idade, carioca e empresária, que pediu ao ED para
não ser identificada.
Em
conclusão, é importante respeitar as escolhas das mulheres e apoiá-las em suas
jornadas, independentemente de serem mães ou não. Cada mulher tem o direito de
decidir o que é melhor para sua vida, e essa escolha deve ser celebrada e
apoiada por toda a sociedade, afinal, a mulher só deve ser mãe se ela quiser!
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