O 47º Festival de Teatro da Fetaerj – Federação de Teatro Associativo do Estado do Rio de Janeiro – culminou no último sábado (3) com a entrega do Prêmio Paschoalino 2024, encerrando uma série de dez dias dedicados à arte cênica, que revitalizaram a histórica Aldeia de Arcozelo.
Ao longo do festival, que reuniu mais de 50 grupos teatrais de diversas regiões do estado, foram apresentadas 18 peças, das quais 14 competiram em 16 categorias. O Prêmio Paschoalino de Melhor Espetáculo foi dividido entre três obras: “Eu-Ana”, do Coletivo Gozo-Pranto; “Nada me Aflige - Made in Favela”, do Contra Bando de Teatro; e “O Tesouro de Maria”, do grupo Operários da Arte.
Durante a cerimônia de encerramento, o prefeito Juninho Bernardes recebeu o Prêmio Especial da Diretoria, em reconhecimento ao seu compromisso com a revitalização da Aldeia de Arcozelo. Em seu discurso, Juninho destacou a emoção e a satisfação de celebrar a reabertura do espaço com um evento tão simbólico para a comunidade patiense.

Trabalhamos
intensamente, junto à Funarte, para devolver à população esse patrimônio
histórico e cultural inestimável. Celebrar sua reinauguração com o Festival da
Fetaerj é extremamente gratificante. Parabenizo todos os vencedores e agradeço
aos envolvidos na realização de mais uma edição de sucesso. Paty estará sempre
de portas abertas para vocês!”, declarou.
A homenagem ao prefeito reforça a importância do investimento de mais de R$ 7 milhões, em recursos próprios da Prefeitura, na restauração da Aldeia e na construção da Escola Municipal Margaret Cecília Teixeira, que integrará o complexo educacional e cultural do local.
Pablo Rodrigues, presidente da Fetaerj, ressaltou a emoção do retorno à Aldeia, lembrando que esta foi a segunda vez que o festival reabriu o espaço após uma interdição de dez anos.

Voltar
para a Aldeia de Arcozelo foi mágico. Muitos grupos que se afastaram ao longo
dos anos retornaram para vivenciar novamente essa experiência única”, afirmou.
Paty do Alferes, cidade que sediou o festival pela 17ª vez, reforça sua ligação com o evento e a comunidade artística.

As
memórias criadas ao longo dos anos são perceptíveis e significativas. A Aldeia
de Arcozelo é um espaço de todos, apto a receber grupos culturais de todo o
Brasil e do exterior, mantendo vivo o legado de Paschoal Carlos Magno e do
Teatro do Estudante”,
concluiu Pablo Rodrigues.
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