Está disponível no site da Secretaria do Trabalho, do Ministério da Economia (trabalho.gov.br), o CAGED, sigla para Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, no período de janeiro a agosto deste ano. Ele é o dispositivo legal utilizado pelo Governo para acompanhar a situação da mão de obra formal no Brasil. No site, o internauta pode consultar tais condições por microrregião e escolher a cidade que desejar. Por exemplo, a microrregião de Vassouras é composta pelos municípios de Engenheiro Paulo de Frontin, Mendes, Miguel Pereira, Paracambi, Paty do Alferes e Vassouras.
Apesar de ainda pequeno, o saldo nacional é positivo (121.387 novas vagas ocupadas), dado alguns avanços na economia brasileira, mas as consequências da grave crise impregnada no setor ainda são devastadoras, afinal, ainda há 12,6 milhões de brasileiros desempregados.
Na nossa microrregião, o saldo é negativo e preocupante, pois tivemos mais gente que perdeu emprego do que, que ganhou.
Para mudar este quadro, se faz necessário que os governantes, começando pelos municipais, atuem com responsabilidade e não com politicagem, que tomem a sério a questão do desemprego como sendo algo de sua competência, que criem e executem projetos que gerem emprego e renda, não ilusão!
DADOS DA SECRETARIA DE TRABALHO/MINISTÉRIO DA ECONOMIA
No período de janeiro a agosto deste ano, Paty do Alferes aparece no levantamento do CAGED com saldo positivo (gerou novos empregados). Já Miguel Pereira, registra saldo negativo: 178 novos desempregados – maior que todo o restante da microrregião que, juntas, aparece com menos (-) 28.
O acumulado destes seis municípios, desde o início das atuais gestões até agosto passado é de -205 (mais de duzentos novos desempregados), sendo que Paty do Alferes, na contramão – ou melhor: na mão certa –, apresenta 50 novos empregados formais – fruto de uma política de desenvolvimento, investimentos na saúde, educação, turismo, etc.
A eficiência de uma administração municipal deve ser avaliada por números, números adquiridos por fontes oficiais, não por publicidade. Se o desemprego vem sendo tratado com discursos e medidas que não refletem real recuperação daquilo que é sagrado ao trabalhador – ter um emprego – cabe ao cidadão, que paga caro seus impostos e o salário dos seus representantes, tirar suas conclusões ante ao que dizem (mídia) e ao que realmente está ou não ocorrendo em seu dia-a-dia.