A
colocação de próteses de silicone está entre os procedimentos mais realizados
por cirurgiões plásticos no Brasil e é considerada um sonho para muitas
mulheres. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o
aumento de seios é responsável por 22,5% das cirurgias estéticas no país.
"Os
implantes de silicone podem ser colocados nos seios, nádegas ou outras regiões
do corpo para um aumento do volume na região. No caso do silicone nos seios, o
procedimento pode ter objetivos diferentes: aumento do volume das mamas,
reconstrução, correção de assimetrias ou a melhoria das proporções do corpo",
explica o cirurgião plástico Victor Cutait, da Cutait Cirurgia Plástica.
O
especialista reforça que nos últimos anos, a segurança das próteses só
aumentou: a tecnologia contribuiu com a qualidade da matéria-prima da
fabricação do silicone - o maior avanço foi a criação de um gel de alta
aderência, envolto por múltiplas camadas de elastômero com texturização,
tornando o produto capaz de suportar grandes deformações e manipulações,
evitando o rompimento.
Ainda
assim, durante o processo de decisão de se submeter à cirurgia, muitas mulheres
têm dúvidas sobre o produto a ser implantado, a respeito da adaptação pós
cirurgia e outros questionamentos relacionados à saúde. Por isto, o Dr. Victor
Cutait esclarece às leitoras do Em Destaque, os principais mitos e verdades
sobre o procedimento.
A
amamentação é prejudicada por conta do silicone?
Mito. A
prótese de silicone é colocada embaixo da mama ou embaixo do músculo, portanto,
a glândula mamária, os ductos lactíferos e o bico do peito, que estruturam a
amamentação, são preservados. A mulher vai produzir leite nas glândulas, os
ductos e o bico do peito vão estar intactos e o bebê vai ser amamentado.
Os
seios perdem a sensibilidade por conta da prótese de silicone?
Relativo. No momento da cirurgia, os nervos
localizados nas laterais das mamas são preservados. Pode acontecer a perda
temporária da sensibilidade e que na maioria absoluta dos casos volta ao normal
em seis meses, a não ser em casos de próteses muito grandes, que pode ter uma
perda relativa da sensibilidade.
Existe
o risco de a prótese estourar?
Verdade. No entanto, as chances de ocorrer um
rompimento no silicone são mínimas: cerca de 3 a 5% de chance de o implante
romper em 15 anos. As próteses atuais, porém, são mais seguras e com um gel
bastante espesso, o que impede o risco de extravasamento e infiltração do
produto, como acontecia com as próteses antigas de silicone líquido.
Existe
uma idade mínima para operar?
Mito. As cirurgias de mama podem ser feitas
a partir da maturação sexual, que acontece em média dois anos depois da
primeira menstruação, quando o desenvolvimento mamário já está completo. Por
outro lado, não há limite máximo de idade para a colocação do silicone, somente
basta estar em boas condições de saúde.
É
possível colocar o volume de silicone que a paciente quiser?
Mito. A escolha da prótese é feita de acordo com as proporções
do corpo da paciente, como altura, tamanho do quadril e do tórax, buscando o
equilíbrio estético.
É
necessário que o médico saiba qual tipo de mudança a paciente deseja, e
descobrir junto com ela a melhor opção.
A
prótese tem prazo de validade?
Mito.
É normal o silicone ter um desgaste natural, assim como qualquer outro material.
Mas, nos dias de hoje, observamos a paciente ano a ano, e caso apareça alguma
alteração, trocamos a prótese. Fora isto, a prótese pode permanecer a vida toda
com a paciente.
É
obrigatório o uso de sutiã após a cirurgia?
Verdade. No pós-operatório, a
paciente tem a sensação de que a mama está solta, já que foi colocada uma
prótese embaixo dela. Como os tecidos ainda estão em fase de cicatrização, a
recomendação do uso do sutiã é para dar firmeza e conforto, dando mais
segurança para a paciente. Não precisa ser apertado para não ser doloroso, é
suficiente que seja firme.