Dia 27 marca o 75º aniversário da libertação do campo de extermínio de Auschwitz





25/01/2020 13:24 ( Atualizado em 25/01/2020 14:14) | Oriente Médio | DESTAQUE |

Helio de Carvalho


Mais de 40 líderes mundiais estão em Jerusalém para participar de encontro para lembrar o Holocausto


O presidente Russo Vladimir Putin usou da palavra, nesta quinta-feira (23), no museu Yad Vashem, para começar os atos de aniversário de 75 anos da libertação do campo de extermínio de Auschwitz pelo Exército Vermelho. Apesar de ser um dia de luto, Auschwitz, na Polônia, relembra um dos capítulos mais horrendos do século XX, onde mais de 1 milhão de judeus foram mortos, a fim de lembrar a importância de conhecer o passado para não repetir seus erros no presente.


“Antissemitismo hoje” é o fio condutor do V Fórum Mundial do Holocausto, uma celebração na qual podemos ver assistentes políticos e até 30 sobreviventes de Auschwitz, entre os 800 convidados e mais de 40 líderes mundiais do evento central.


O programa de aniversário concentra-se em três pilares básicos:


☑ A preservação do patrimônio, através de um bloco chamado “Gerenciamento de sites e memória coletiva”.


☑ O estudo exaustivo das "perspectivas da investigação do local e sua liberdade acadêmica”, um ato no qual as últimas descobertas serão apresentadas e novas formas serão delineadas para o estudo da história de Auschwitz, destacando a importância da pesquisa livre e debate acadêmico.


☑ O objetivo de “alcançar as novas gerações. Lidar com o passado e capacitar os jovens”. Este ponto examinará as abordagens educacionais da história de Auschwitz, as formas de manter o interesse e aumentar a conscientização sobre sua relevância para abordar os problemas contemporâneos.


O evento em Jerusalém foi organizado pela World Holocaust Forum Foundation, que tem Moshe Kantor, como fundador. Ele é próximo de Vladimir Putin.


A maior ausência é a do presidente polonês, Andrzej Duda, já que a Polônia foi o país onde mais judeus morreram e onde havia mais campos de concentração nazistas, além do Gueto de Varsóvia.


Andrzej Duda se desentendeu com Israel e com a Rússia sobre a polêmica questão da responsabilidade polonesa em relação ao Holocausto e ao avanço dos nazistas. Recentemente, Putin afirmou que houve cooperação entre poloneses e o ditador alemão Adolf Hitler, como acusou a Polônia de responsabilidade pelo começo da Segunda Guerra Mundial.


O Yad Vashem, o memorial do Holocausto em Jerusalém, criado em 1953, é uma instituição estatal que tem como objetivo perpetuar a memória do genocídio do povo judeu durante a Segunda Guerra Mundial, na qual morreram 6 milhões de pessoas, principalmente na Europa.


O museu descreve com imagens, filmes e objetos de época a história do Holocausto, desde a ascensão do nazismo na Alemanha na década de 1930 até a libertação dos campos em 1945.


O memorial tem uma reconstituição de uma parte do gueto de Varsóvia, registros do campo de Auschwitz, fotografias de sobreviventes tiradas pelos soldados aliados durante a libertação dos campos de concentração.


A visita termina com uma saída para uma grande esplanada com vista para Jerusalém, que oferece uma sensação de liberdade após a visita.