Não é nenhuma novidade a generosidade com que o prefeito André Português trata os empresários que vêm ou que ele quer que venha e invista na cidade de Miguel Pereira. Aliás, vale destacar que esta não é uma atitude reprovável, pelo contrário! Todo empresário, de um jeito ou de outro, fomenta a economia gerando emprego e renda. O detalhe está na palavra todo. Todo, significa quem está iniciando um empreendimento na cidade, seja ele grande ou pequeno, e, também – e principalmente – quem já vem há tempos atuando com seu comércio ou serviço no município. Bem se percebe que tal detalhe não vem sendo observado pelo Português, uma vez que para os “seus novos amigos empresários” ele usa a máquina, o dinheiro público com força para facilitar a vida destes, em detrimento a deixar à míngua quem há anos apostou na cidade e investiu nela abrindo seu negócio, empregando cidadãos e contribuindo com o progresso do município.
A nefasta política de André Português só mira nos grandes empreendimentos, cedendo propriedades das mais valiosas do município para a iniciativa privada, sem consulta popular, e governando sem ter uma única política decente de socorro ao comércio local. Não bastasse isto, o governo lusitano vem se mostrando perverso, sufocando ainda mais o já sofrido comerciante de sua cidade.
O local a que se refere esta notificação, é onde estão agrupados restaurantes (em frente à estação) que concentram várias pessoas, de todas as idades; espaço que marcou a ascensão da famosa Roda de Blues, Roda de Samba e outras manifestações culturais.
Enquanto na Lapa, a prefeitura fecha, nas noites de sextas-feiras e sábados, uma das suas ruas de maior acesso ao bairro, a Rua Mem de Sá, no trecho em que estão concentrados seus bares e restaurantes, para que estes possam expandir suas mesas e cadeiras nas curtas calçadas, típicas do Rio Antigo, em Miguel Pereira a prefeitura envia fiscais para notificar o comerciante!
Um governante que não respeita quem luta contra crise após crise, paga altos impostos para abrir e manter seu negócio e empregar pessoas... ainda mais tendo sido – este governante – um comerciante e vindo de família de comerciantes, só pode merecer o desagravo da classe e da sociedade em geral.