O
governador Wilson Witzel recebeu, nesta quinta-feira (30), os policiais civis e
bombeiros militares que atuaram no incêndio de grandes proporções em
Petrópolis, na Região Serrana. Após três dias de trabalho intenso, o fogo foi
extinto. O autor do incêndio foi preso pela Polícia Civil na última
segunda-feira (27), acusado de ter ateado fogo no próprio veículo para receber
o valor do seguro.
“Quero
agradecer à Secretaria de Polícia Civil pelo trabalho de investigação, que foi
rápido e permitiu que se descobrisse a causa da queimada. Além disto, durante
três dias, os militares combateram as chamas e, na última quarta-feira (29), o
Corpo de Bombeiros extinguiu o incêndio florestal em Araras, em Petrópolis.
Parecem ações simples e, por isso, fiz questão de homenagear, tantos os
policiais, quanto os bombeiros, pelas atuações altamente profissionais”, disse
o governador.
Ao
todo, duas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) na região foram atingidas pelo
incêndio - a Reserva Biológica Estadual de Araras (Rebio Araras), administrada
pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos
(Parnaso), em Petrópolis. As chamas consumiram 673 hectares de floresta, o
equivalente a 673 campos de futebol.
“Quero
cumprimentar o comandante de área da Região Serrana, coronel Rafael Simão,
que liderou a força-tarefa. O trabalho recebeu apoio das unidades
especializadas e do grupamento de operações aéreas, que já está na região desde
o dia 19, quando o Corpo de Bombeiros detectou que haveria um aumento dos
incêndios em vegetação”, afirmou o secretário de Defesa Civil e
comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro,
coronel Roberto Robadey Jr.
Investigação
rápida
A
investigação foi feita pela 106ª DP (Itaipava). Segundo o delegado-titular da
unidade, João Valentim, o então suspeito compareceu na delegacia para registrar
o roubo de seu veículo e, na ocasião, apresentou uma versão que gerou
desconfiança na equipe policial. As diligências foram iniciadas e os
investigadores foram informados de que o incêndio de grandes proporções teria
sido causado por um veículo incendiado.
Ainda
segundo o delegado, após ouvir testemunhas e analisar imagens de câmeras de
vários postos de combustíveis, a equipe policial verificou que o suspeito
comprou, no dia anterior, um galão de gasolina no município de Três Rios. O
material foi usado para atear fogo no veículo. A investigação apontou que o
autor tinha como objetivo receber o valor do seguro do veículo com um sinistro,
que na verdade não ocorreu, e acabou por ocasionar um dano ambiental de grandes
proporções, o maior registrado em Petrópolis no ano de 2020, atestado por laudo
pericial.
O
golpista foi autuado por tentativa de estelionato e por delito de incêndio. Ele
foi encaminhado para a audiência de custódia.
“Esta
é mais uma prova da autonomia da Secretaria de Polícia Civil conferida pelo
Governo do Estado do Rio de Janeiro. É uma polícia que investiga e, por isto,
agradeço à equipe da 106ª DP pelo trabalho, que foi a cerca de 20 postos de
gasolina para verificar as circunstâncias deste caso”, explicou o
secretário de Polícia Civil, Flávio Marcos Amaral de Brito.
Força-tarefa
Além
dos cerca de 100 bombeiros, também participaram da força-tarefa guarda-parques
do Inea, brigadistas, agentes do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação
da Biodiversidade), Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis), Defesa Civil e Guarda Civil de Petrópolis. As operações
na Região Serrana contaram com o apoio de mais de 20 viaturas, drones e uma
aeronave.